

02/04/2010 19h38
Sozinha no Mar da vida
Com a vida repleta de emoções
eu me vejo perdida de afazeres que o tempo me tomam. E os prazeres os esqueço em meio aos turbilhões de problemas que, como furacões fazem o barco da vida naufragar me deixando sozinha em alto mar de desgostos, saudades e temor de que as ondas da vida ao meu amor me tomou para nunca mais voltar. Publicado por Rosa Ramos(Regis) em 02/04/2010 às 19h38
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. ![]() 16/10/2009 02h06
A rosa apaixonada
A rosa apaixonada
Meu coração ficou mudo E surdo de emoção Quando viu que quase tudo Que fez por ti foi em vão. 28.07.2009 Publicado por Rosa Ramos(Regis) em 16/10/2009 às 02h06
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. ![]() 16/10/2009 00h47
O DISTINO DE JUSÉ, FIO DE DONA SINHÁ
O DISTINO DE JUSÉ FIO DE DONA SINHÁ (inselença) Meu povo, me dê licença Prumode a rede passá! Nói vamo interrá Jusé Qui já cumeça a cherá! Morreu de morte matada: Pra mai de doze facada. Lhe matáro pra robá. ... Assim cumeça a históra, Contada de trái pra diante: Uma históra sem gulóra D’um matuto arritirante Qui partiu da sua terra, Do sertão no pé da serra, Puresse mundão avante. É a história de Jusé Fio de dona Sinhá, Qui dexô a sua terra Poi já num tinha o qui dá Prumode a sêeeca, doutô! E pra capitá se mandô, Buscano in que trabaiá. Um dia, de manhãzinha, S’alevanta distimido, Dizeno a muié: - Chiquinha, Já tô mermo arrizuvido! Tu arrebanha os minino Qui agora o nosso distino É o qui Deus fô siivido. - Tem um povo arrebanhando Gente pra ir trabaiá. Mai só leva sem muié! Eu num quero ti dexá. Pra donde eu fô tu vai! Nossos fio vão atrai. E Deus vai nos ajudá. A muié, obidiente Qui era, já cumeçô A arrumá os mulambo Cuma o marido mandô: Roupa véia, arremendada; Carça cum perna rasgada; Pedaço de cubertô. Arrebanhô os minino Qui táva tudo ispaiado: Maigarida, Sivirino, Zabé, Antonha, Conrado. E mais argum, que agora: No momento, nessa hora, Eu num mermo alembrado. Zé, c’uma inxada no ombro, Onde vai dipindurado Um cabacinho cum água E um matulão de lado Cum farinha de mandioca, Beiju seco, tapioca E um caiquinho assado. U’a peixêra de doze Pulegada na cintura; U’a ispingarda de soca Nas costa, c’uma atadura. Já tá pronto pra parti, Pro seu distino siguí! Oh... infili criatura!! A muié trai u’a trôxa Cheia de pindurucaio: Lamparina a querosene; Pente sem dente; chucaio; U’a istêra suja e véia, Culé de pau, u’a greia, E um pau c’um papagaio. Um papêro sem o cabo Prumode fazê café. Gaifo?!... Nunca uviu falá! Leva três, quato cuié. Os péi pisano de lado. Discarça. Os dedo inchado, Cheios de bicho-de-pé. Num arrecrama de nada Pois véve cuma Deus qué! E, obidiente ao marido, Fai sempre o q’ele dixé: Ele é quem manda! É o rei! A sua palavra é lei! O q’ele qué é o qui é. A mininada tomém Num recrama, num dir nada! Sisuda, vai caminhando, Pés discarço, na istrada. O Só a pino, torrano... A areia os péi queimano. Ô situação danada! Alembra a cabra Cicia, Que tanto leite duô A todos ele, e qui a seca Marvada, pra si tumô: Foi sumino... foi sumino... Se isvaino... se isvaino... Inté qui um dia tombô. C’uns tá pensamento triste, Vão chegano ao povoado Adonde vão imbaicá, Num õimbu veio, fretado. Vão tentá vida in Sum Pálo! E Jusé sente um intálo Cuma se tano ingasgado. As suas inculumia, Qui já roubô das barriga Dos fio, já se foi tôda... Pensa. E o Só, qui castiga Seu quengo, inquanto caminha, Lhe provoca u’a murrinha, Um má istá... ô fadiga. Discansa um pedacim Cum Sinhá Chica ao seu lado. Um gole de água morna E já tá recuperado. Têm qui chegá no lugá Ante do õimbu zaipá, Ou pra trai vão sê deixado. Chegam no lugá na hora! O õimbu já vai partí. Nem dá tempo de pensá Se deve ô num deve í. E o chofé, mei maroto, - O õimbu tá num pé e n’outo! - Quem vai, entre! Ou fica aqui. Dez dia saculejano! Os osso tudo muído. O istambo arrivirado Pelo pôco arricibido. Nos onze, cantano o galo, A frota chega a Sum Pálo Sem distino garantido. Um mundão discunhicido Sispáia na sua frente! Zé tenta istirá as perna Qui tão ficano drumente. O motorista, infezado, Recrama, já arterado, Cum palavras indecente. Arreia as pôca bagage Dos pobe ali na carçada. Acelera e vai simbora, Sem liga à pobraiada Que ficô ao “deus dará”, Sem tê pra donde apelá. Êta vida desgraçada! Vão s’iscorano nos canto, Pois o cansaço é dimai, Vorteano a rodoviára: Uns na frente, outos atrai. Sem banho, sem alimento: Com fome, frio, e fedorento, O sono é Cum’um dirmai. E, ainda de madrugada, São, pela guarda, acordado Dibáxo de gritaria, De sujo palavriado: - Alevanta! Arriba! Arriba! - Disinfeta Paraíba! - Bando de irmulambado! Jusé ajunta a famia, Sai dali discunfiado: Veno as coisa deferente Daq’ele tinha pensado. Vão andano nas carçada... Ninguém inda cumeu nada! E o istambo manda o recado. Incosta num viaduto, Onde incronta ôta famia De nordestino, qui ali Tá. E já fai muitos dia,... Muitos mês... muitos ano... Poi já num tão mais contano, Qui véve nessa agunia. Zé, mei cabrêro, pregunta: - Amigo, posso abancá Cum minha famia aqui? - Se Vossa Mecê dexá, Nói fica agradicido! Pois tamo disprivinido E sem tê donde morá. Vão ficano... e sem trabáio, Cumeçam a irmolá. As fia se prostitui. Os fio cumeça a robá. O tempo vai se passano... E os seus sonho, seus prano, Já cumeça a disbotá.. A sua terra quirida Já vai se disvaneceno Da sua mente firida. Pruque, agora viveno A miséria e o disamô Da capitá, Seu Doutô! Do amô vai sisqueceno. E... um dia... manquitolano... Vem Zé de dona Sinhá, Agora Zé de Chiquinha, Banzano... assim... a pensá... Tristono por não ter tido, Nesse dia, garantido Nem o quinhão do jantá. Cabeça báxa... rismunga... Recramano sua sorte, A disgraça da famia E a sodade do Norte... De repente!... à sua frente... U’a faca reluzente! É o anunço da morte. - Passa a grana paraíba! - Hoje tu num vai cumê! - Nem tu nem tua muié! - Tu sabe mermo pru quê? Pruque eu vô te matá, E a tua grana levá! - Num adianta corrê! ... Morreu o Zé de Chiquinha! Ninguém sabe quem matô. Argúem diz qui foi um fio Dele mermo, qui indoidô. E ôtos dize: - Foi ladrão! Só se sabe qui o Sertão, Cum tristeza, meu patrão, A sua morte chorô. Obs: Qualquer semelhança com a realidade, Abril de 2007
Publicado por Rosa Ramos(Regis) em 16/10/2009 às 00h47
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VELHO SINO
VELHO SINO...
Rosa Regis (Ao Campanário do poeta Fernando Cunha Lima – O nando e à Velha Igreja do poeta Odir) Velho sino que ao canto foi jogado Pois já sem serventia se achava, Às missas e aos finados não dobrava, Estava sujo, velho, enzinabrado. De boca para baixo, ao chão sentado, Tristonho, pareceu-me que chorava Ao contato da brisa que o alisava Penetrando-lhe a fresta do rachado. Saudades sinto eu do teu chamado, Badalando as Sete da matina Do Domingo. Ainda era menina. A imensa saudade me domina. Tu és um velho amigo do passado Que, por não ser mais útil, é desprezado. Publicado por Rosa Ramos(Regis) em 12/10/2009 às 22h26
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